quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Mayra

Fico esperando meu telefone tocar e você reclamar comigo por alguma bobagem, me dizer o quanto ta feliz e como a vida ta corrida, fico esperando aquele convite pertinente pra eu ir te visitar na tua nova casa, fico esperando tu me dizer algo bobo que sempre me faz rir. Eu senti muito a tua falta quando tu me deixaste com os lobos pra procurar um campo mais agradável para progredir da maneira que tu sempre quis, eu nunca falei isso é verdade, eu não tinha essa tua coragem de encarar a mudança sem medo do que vai encontrar, eu sou medrosa gosto do que é seguro. E na segunda quando me ligaram pra falar de vc eu tinha planejado te ver naquele dia, faltei ao trabalho pensei que talvez nós poderíamos almoçar juntas, mas vc tropeçou numa pedra, eu nem pude falar contigo, nem pude te chamar pra almoçar. E mais uma vez eu tive medo... Medo de perder uma amiga, uma pessoa querida, um dos meus achados naquela matilha de lobos ferozes.
E você se foi meu amor. Espero que estejas bem, ainda tenho tantas coisas que só seriam ditas pra ti. Ainda tenho tantas novidades que só você vibraria com elas. Saudades eternas!!

Morrer

Uma vez eu morri! Morri por dentro, morri aos poucos, foi uma morte lenta dolorosa. E quando morri não sabia o que fazer, não sabia recomeçar, não sabia nem mesmo o que senti, então senti muita mágoa, uma culpa horrível  me dominava, me senti pequena, insignificante, me perdi de mim e de tudo aquilo que eu acreditava... Me perder foi uma das piores experiências, quantas vezes quis o abraço, o conforto, o riso, mas tinha tanto medo, era tão frágil, tão miúda que não reagi.
Com a ajuda de alguns poucos me reencontrei, curei as feridas, perdoei a mim mesma e ao outro. Fiz da minha fraqueza força. Mudei, pouco, mas mudei. Hoje conheço meus demônios, entendo minha loucura, não culpo ninguém pelas dores que são só minhas.
Confesso que também endureci, sequei um pouco, acho que faz parte, sempre acabo criando cascas pra me proteger. Tenho medo de sofrer, nunca gostei do sofrimento apesar dele ser sempre presente na minha vida. Apesar dele tantas vezes me acompanhar.
Fiz novos amigos, construí novas histórias, algumas delas tiveram finais trágicos é bem verdade. Morreu um pouco de mim quando Mayra se foi. A gente sempre morre um pouco quando perde um amigo. Mas revivi outras vezes na presença de uns poucos e bons que souberam me amar.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Beijar é bom!!

E na busca eterna do ser humano em saciar suas curiosidades bocas se beijam, mas não se encontram! Falta paixão, mas sobra amor... amor de amigo, amor de irmão, amor daqueles eternos de toda uma vida, que o tempo passa e no futuro ao relembrar o passado se rir do beijo que foi dado, porque na vida tudo passa, menos uma verdadeira e sincera amizade.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Vontade

É uma necessidade estranha de se ter, de querer, de ser querido, de ser amado pelo Ser amado. É uma vontade de que seja intenso, que seja lindo, seja forte, que venha carregado de risos, abraços, beijos, amor, cumplicidade, amizade, quero que seja sincero que eu tenha confiança, que me deixe desarmada, que me faça acreditar de novo. Que me encontre num fim de tarde ou numa noite de lua cheia, que me pegue de surpresa, que me faça suspirar, carregado de paixão, seja inesquecível se não puder ser eterno!
E quando tudo acabar que fique na lembrança um gosto doce, com uma saudade boa, de algo que valeu a pena.

domingo, 29 de julho de 2012

O Peso de Uma Expectativa

[...]

"Lembrei-me de todos os meus sonhos de adolescente e quantos deles já tinham ficado para trás simplesmente porque existiam expectativas demais, fundamentadas em realidade de menos. Pensei em quantas vezes sufoquei um relacionamento por esperar demais do futuro, em quantas pessoas perdi por esse caminho por simplesmente não ter a leveza necessária para deixar o rio da vida correr por si só. A dura verdade é que num mundo onde amar virou sinônimo de coragem, a gente por vezes tem um pouco de ansiedade com o amanhã. Ou a grande palavra do momento: pressa.

A gente tem medo de acabar a tia solteirona na festa de aniversário do filho da melhor amiga, ou de passar a vida inteira sem conhecer prazeres como decorar o quarto do casal ou escolher o primeiro sapatinho do bebê. Ainda mais atemorizante, a gente tem medo de acabar só no deleite de nossa própria companhia, o que implicaria em liberar do armário escuro e sombrio todos os nossos monstros particulares que tanto relutamos em esconder. A consequência de tanta pressa são casamentos precipitados, relacionamentos forçados, rompimentos precoces e amores que são causa ao invés de serem efeito. Em outras palavras, o resultado se configura em expectativas demais, derramadas súbita e integralmente em cima de pessoas que, naquele momento, podem não estar preparadas para corresponder. Reticências pontuando frases que mereciam boas vírgulas e um ponto final.

Pensei em caminhos, descaminhos, escolhas. Pensei em quantas vezes culpamos o destino, o universo, Murphy e o karma por uma realidade diferente da que a gente esperava. Em quantos milhões de desculpas arrumamos para o comportamento divergente do outro e para tantas atitudes (ou falta delas) para silenciar a dor e a ansiedade que alimentamos em silêncio. Queremos encontrar culpados para um crime que nós mesmos cometemos: a pressa de uma escolha. Nem karma, nem Murphy, nem uma força maior somada a um infortúnio de coincidências. Nós escolhemos estar ali e queremos que o outro faça essa mesma escolha em um tempo que na verdade é inteiramente nosso.

Clichê, mas a vida é mesmo um grande rio sinuoso, em constante movimento. Nós, somos apenas bons navegantes que temos a sorte de poder escolher a direção, a velocidade e a bagagem que levaremos pelo caminho, que nos instiga a correr o risco do inesperado correnteza afora, ou nos intimida através do medo, limitando nossa trajetória ás margens próximas onde supostamente existe segurança. Se arriscar, significa aceitar o que o rio tem a oferecer de peito aberto, com a consciência tranquila que nada que a correnteza traz é ao acaso. É acima de tudo, saber respeitar os momentos de cheia e seca que a natureza impõe, sabendo que tudo na vida são fases, com estações passageiras feitas para o corpo d’água se recompor e seguir inteiro, sem fragmentos de viagens passadas, pronto para novas turbulências.

[...]

Penso sobre passado, presente e futuro. Penso sobre amor e toda sua eternidade no breve espaço de um segundo. E finalmente entendi, que expectativa gera frustração sim, apenas quando depositada sobre ombros despreparados. Preparo exige calma e tempo. Construir vontades também. Porque ir devagar, na maioria das vezes é muito mais rápido.

Sentada ali no parapeito da janela, vendo o sol deixar esse lado do mundo para poder iluminar os dias daqueles que estão tão distantes, observando os carros passando velozes pela rua, os passarinhos buscando seus ninhos, me dei conta de que no fundo eu e o resto do mundo só queremos um lugar pra voltar".



Texto original no blog: Casal sem vergonha.

Li no Blog da Clarisse de Melo Costa. 

domingo, 27 de maio de 2012

A vida que me salvou!

Eu sempre tive medo da morte... Tinha medo dela chegar sem avisar e levar me daqui, sempre fiquei pensando em como seria deixar os amigos, deixar a família, a vida é complicada é difícil, mas eu só soube amar a vida, porque eu só me lembro de estar viva, se já morri em outras vidas não me lembro não sei como é. E eu aqui toda confusa comigo, cheia de duvidas espirituais, sem nunca saber ao certo em que acreditar, tive da vida a oportunidade incrível de lhe conhecer, você me salvou e eu te disse uma vez, você veio me tirar da solidão que aquela sala de faculdade me impunha, você me amou de uma forma sincera, a gente ria dos outros e da gente, discutimos, nos descobrimos, aprendemos, eu sempre fui uma pecadora e tu sempre foi inocente mas muito decidida a não se deixar levar pela maldade e nem a falsidade humana, crescemos durante esses anos, você estava ao meu lado quando eu perdi um irmão não pra morte, mas pra vida, você o inicio de novas histórias, histórias que eu queria construir com final feliz. Perto de você e de outras pessoas eu percebi que eu não era tão ruim assim como eu estava pensando que eu era. Sentirei tua falta, sentirei falta dos almoços em que riamos horrores, das festas que me obrigavas a ir, dos trabalhos que me obrigavas a fazer. Sentirei falta de você cuidando de mim, me dando bronca sendo tão responsável e tão madura mesmo tão jovem. Sentirei falta dos planos que fizemos juntos, dos sonhos que tivemos. Eu espero realmente que morrer seja melhor do que viver, eu espero realmente que você encontre a paz e a tranquilidade e que agora estejas a fazer festas, dançar o tempo inteiro, cantar e sorrir de forma plena. E vou esperar que nas próximas vidas você reste por mais tempo ao meu lado.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

...


"Me perdoe pelos meus mil anos à frente dos nossos segundos e pela saudade melancólica que eu senti o tempo todo mesmo sendo nossos primeiros momentos. Pelo retesamento na hora de entregar. Pela maneira como eu grito e culpo quem tiver perto por uma angustia que sempre foi e será só minha e que eu sempre suporto mas quando sinto amor fico achando que posso distribuí-la um pouco, mesmo sabendo que é fatal.
Me perdoe pelas vezes que de tanto querer leveza acabei pesando a mão. De tanto querer sentir, pensei sobre como estava sentindo, e perdi o sentimento. Ou senti sem pensar e isso pra mim é como meus medos das drogas e então precisei roubar a chave do carro do seu bolso pra me proteger de não olhar mais uma vez você e nunca mais voltar pra casa. Minha maior dor é não saber fazer a única coisa que me interessa no mundo que é amar alguém. Me perdoa por eu querer de uma forma tão intensa tocar em você que te maltrato. Minha mão acostumada com um mundo de chatices e coisas feias fica tão gigante quando pode tocar algo lindo e puro como você, que sufoca, esmaga e estraçalha. Me perdoe pela loucura que é algo tão pequeno precisando de amor e ao mesmo tempo algo tão grande que expulsa o amor o tempo todo. Eu sou uma sanfona de esperança. Eu tenho estria na alma.
Enfim. Cansei de pedir desculpa por quem eu sou. Cansei de ouvir de todo mundo como é que se trabalha, se ama, se permanece, se constrói. Eu tentei com todas as forças amar você e agora sofro com todas as forças pelo buraco que ficou entre o sofá e a planta e o meu coração."
(Tati Bernardi)