quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Perdida

E as vezes eu me perco, no meio da rotina, dos amigos, dos amores, da bagunça da vida, eu simplismente sumo... E aí quem me olha, me ver distante, pensativa, completamente absorvida por outro mundo. Como disse minha amada Romero: "é essa melancolia que nós temos". E não que tenha algo errado com esse mundo aqui, na verdade ta quase tudo caminhando na mais perfeita ordem, é que de vez em quando eu preciso sair dessa loucura de convivências, conveniências, risos, lágrimas, dramas e mergulhar em mim e recuperar as energias!!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Queria era estar apaixonada!!


"Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros.
Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo.
Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus agüentam uma reza por mais de duas horas.
Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida.
Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer.
Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado.
Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado.
Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente.
Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado.
Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz.
Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção.
Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você.
Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira.
Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar.
Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade.
Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele.
Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa.
 Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la.
Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram.
Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha.
Você tem medo de já estar apaixonada!

Mayra

Fico esperando meu telefone tocar e você reclamar comigo por alguma bobagem, me dizer o quanto ta feliz e como a vida ta corrida, fico esperando aquele convite pertinente pra eu ir te visitar na tua nova casa, fico esperando tu me dizer algo bobo que sempre me faz rir. Eu senti muito a tua falta quando tu me deixaste com os lobos pra procurar um campo mais agradável para progredir da maneira que tu sempre quis, eu nunca falei isso é verdade, eu não tinha essa tua coragem de encarar a mudança sem medo do que vai encontrar, eu sou medrosa gosto do que é seguro. E na segunda quando me ligaram pra falar de vc eu tinha planejado te ver naquele dia, faltei ao trabalho pensei que talvez nós poderíamos almoçar juntas, mas vc tropeçou numa pedra, eu nem pude falar contigo, nem pude te chamar pra almoçar. E mais uma vez eu tive medo... Medo de perder uma amiga, uma pessoa querida, um dos meus achados naquela matilha de lobos ferozes.
E você se foi meu amor. Espero que estejas bem, ainda tenho tantas coisas que só seriam ditas pra ti. Ainda tenho tantas novidades que só você vibraria com elas. Saudades eternas!!

Morrer

Uma vez eu morri! Morri por dentro, morri aos poucos, foi uma morte lenta dolorosa. E quando morri não sabia o que fazer, não sabia recomeçar, não sabia nem mesmo o que senti, então senti muita mágoa, uma culpa horrível  me dominava, me senti pequena, insignificante, me perdi de mim e de tudo aquilo que eu acreditava... Me perder foi uma das piores experiências, quantas vezes quis o abraço, o conforto, o riso, mas tinha tanto medo, era tão frágil, tão miúda que não reagi.
Com a ajuda de alguns poucos me reencontrei, curei as feridas, perdoei a mim mesma e ao outro. Fiz da minha fraqueza força. Mudei, pouco, mas mudei. Hoje conheço meus demônios, entendo minha loucura, não culpo ninguém pelas dores que são só minhas.
Confesso que também endureci, sequei um pouco, acho que faz parte, sempre acabo criando cascas pra me proteger. Tenho medo de sofrer, nunca gostei do sofrimento apesar dele ser sempre presente na minha vida. Apesar dele tantas vezes me acompanhar.
Fiz novos amigos, construí novas histórias, algumas delas tiveram finais trágicos é bem verdade. Morreu um pouco de mim quando Mayra se foi. A gente sempre morre um pouco quando perde um amigo. Mas revivi outras vezes na presença de uns poucos e bons que souberam me amar.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Beijar é bom!!

E na busca eterna do ser humano em saciar suas curiosidades bocas se beijam, mas não se encontram! Falta paixão, mas sobra amor... amor de amigo, amor de irmão, amor daqueles eternos de toda uma vida, que o tempo passa e no futuro ao relembrar o passado se rir do beijo que foi dado, porque na vida tudo passa, menos uma verdadeira e sincera amizade.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Vontade

É uma necessidade estranha de se ter, de querer, de ser querido, de ser amado pelo Ser amado. É uma vontade de que seja intenso, que seja lindo, seja forte, que venha carregado de risos, abraços, beijos, amor, cumplicidade, amizade, quero que seja sincero que eu tenha confiança, que me deixe desarmada, que me faça acreditar de novo. Que me encontre num fim de tarde ou numa noite de lua cheia, que me pegue de surpresa, que me faça suspirar, carregado de paixão, seja inesquecível se não puder ser eterno!
E quando tudo acabar que fique na lembrança um gosto doce, com uma saudade boa, de algo que valeu a pena.

domingo, 29 de julho de 2012

O Peso de Uma Expectativa

[...]

"Lembrei-me de todos os meus sonhos de adolescente e quantos deles já tinham ficado para trás simplesmente porque existiam expectativas demais, fundamentadas em realidade de menos. Pensei em quantas vezes sufoquei um relacionamento por esperar demais do futuro, em quantas pessoas perdi por esse caminho por simplesmente não ter a leveza necessária para deixar o rio da vida correr por si só. A dura verdade é que num mundo onde amar virou sinônimo de coragem, a gente por vezes tem um pouco de ansiedade com o amanhã. Ou a grande palavra do momento: pressa.

A gente tem medo de acabar a tia solteirona na festa de aniversário do filho da melhor amiga, ou de passar a vida inteira sem conhecer prazeres como decorar o quarto do casal ou escolher o primeiro sapatinho do bebê. Ainda mais atemorizante, a gente tem medo de acabar só no deleite de nossa própria companhia, o que implicaria em liberar do armário escuro e sombrio todos os nossos monstros particulares que tanto relutamos em esconder. A consequência de tanta pressa são casamentos precipitados, relacionamentos forçados, rompimentos precoces e amores que são causa ao invés de serem efeito. Em outras palavras, o resultado se configura em expectativas demais, derramadas súbita e integralmente em cima de pessoas que, naquele momento, podem não estar preparadas para corresponder. Reticências pontuando frases que mereciam boas vírgulas e um ponto final.

Pensei em caminhos, descaminhos, escolhas. Pensei em quantas vezes culpamos o destino, o universo, Murphy e o karma por uma realidade diferente da que a gente esperava. Em quantos milhões de desculpas arrumamos para o comportamento divergente do outro e para tantas atitudes (ou falta delas) para silenciar a dor e a ansiedade que alimentamos em silêncio. Queremos encontrar culpados para um crime que nós mesmos cometemos: a pressa de uma escolha. Nem karma, nem Murphy, nem uma força maior somada a um infortúnio de coincidências. Nós escolhemos estar ali e queremos que o outro faça essa mesma escolha em um tempo que na verdade é inteiramente nosso.

Clichê, mas a vida é mesmo um grande rio sinuoso, em constante movimento. Nós, somos apenas bons navegantes que temos a sorte de poder escolher a direção, a velocidade e a bagagem que levaremos pelo caminho, que nos instiga a correr o risco do inesperado correnteza afora, ou nos intimida através do medo, limitando nossa trajetória ás margens próximas onde supostamente existe segurança. Se arriscar, significa aceitar o que o rio tem a oferecer de peito aberto, com a consciência tranquila que nada que a correnteza traz é ao acaso. É acima de tudo, saber respeitar os momentos de cheia e seca que a natureza impõe, sabendo que tudo na vida são fases, com estações passageiras feitas para o corpo d’água se recompor e seguir inteiro, sem fragmentos de viagens passadas, pronto para novas turbulências.

[...]

Penso sobre passado, presente e futuro. Penso sobre amor e toda sua eternidade no breve espaço de um segundo. E finalmente entendi, que expectativa gera frustração sim, apenas quando depositada sobre ombros despreparados. Preparo exige calma e tempo. Construir vontades também. Porque ir devagar, na maioria das vezes é muito mais rápido.

Sentada ali no parapeito da janela, vendo o sol deixar esse lado do mundo para poder iluminar os dias daqueles que estão tão distantes, observando os carros passando velozes pela rua, os passarinhos buscando seus ninhos, me dei conta de que no fundo eu e o resto do mundo só queremos um lugar pra voltar".



Texto original no blog: Casal sem vergonha.

Li no Blog da Clarisse de Melo Costa.